quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mymarx manifesto.

Em duas décadas teremos uma só bolsa de valores planetária, negociando incessantemente ativos de todas as empresas do mundo. Mas não somente empresas. A sociedade contemporânea transforma cada um de seus traços em dados que se espalham em míriades na máquina, nonsense, virtual e global. Seja o corpo, a natureza ou o conhecimento; tudo é convertido em dados que podem ser transformados em índices de valor e, possivelmente, serem negociados como qualquer outro ativo financeiro. Este é o nosso fundamentalismo.


O desafio é radicalizar a universalidade de nosso fundamentalismo e permitir que todos possam ter acesso a potencialização da lógica dos ativos financeiros. Empresas podem se tornar públicas (IPOs) - e assim captar recursos para realizar seus projetos; mas ideias e empreendimentos pessoais e comunitários ainda não tem essa forma de empoderamento.


As pessoas e as comunidades também deveriam ser potencializadas por um mercado global de fluxo informacional, permitindo a realização de idéias que podem ter sentido apenas local. A pergunta que se impõe é a seguinte: por que os mecanismos de empoderamento do capital são tão restritos? O desafio não está em combater a técnica e a virtualização que é o mote do ocidente - sua religiosidade; mas radicaliza-las e desafiá-las, aproveitando a queda das grandes narrativas, e da eclosão de um mundo sem sentido, para realizar o impossível.

A partir destas premissas, o projeto mymarx tem os seguintes objetivos:

  • Prover os pequenos investidores com uma ferramenta gratuita automatizada que os ajude a tomar decisões de compra e venda de ativos financeiros em curto prazo.
  • Criar uma plataforma de geração de índices iconométricos em tempo real, para que novos ativos baseados em conhecimento tornem-se públicos e possam, desta forma, ajudar na tomada de decisões e no empoderamento dos atores envolvidos.
  • Criar um sistema, baseado em inteligência artificial, que irá operar no mercado financeiro de forma autônoma - money machine; gerando riqueza para os pequenos e grandes investidores, melhorando a qualidade de suas decisões no mercado financeiro.


Aproveitemos, pois, o Apocalipse e a possibilidade de aceitarmos que não existe realidade fora daquilo que trabalhamos, mesmo sem o saber, para que exista materialmente. A miséria do mundo serve ao nosso prazer. Servos do código, uni-vos!

sábado, 7 de novembro de 2009

SEPEX - Máquina em transe

Apresentação no sepex --- aqui

[]s
belfra

Mudando o mestrado de lugar

Geocities se foi ... (R.I.P)

Mudei o repositório de minha dissertação de mestrado para
http://wap.precog.com.br/cas/


[]s
belfra

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

to bit or not to bit

This work illustrates part of an undergoing PhD thesis of the Post-Graduate Program in Knowledge Engineering and Management (EGC) at Federal University of Santa Catarina in Brazil. Why digital revolution is a current tendency is the leading question of this work. More than a discussion about a merely technological revolution, the author wants to assess the strength that is supporting this tendency and opens a debate about changes in the production of subjection process in contemporary. The approach is made by contrasting Deleuze and Baudrillard’s concepts with the Subject theory proposed by Lacan, which relates the notion of subject and the concept of jouissance. Here, the amazing reversibility of the digital (even transforming in extraneous those significations forms, that fostered civilization in the last centuries) promote more consistent ways of denegation of the "lack of being", constitutive element of the modern subject.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

To bit or not to bit

Este vídeo é um resumo discursivo da tese de doutorado que está em curso no programa de engenharia e gestão do conhecimento (EGC-UFSC, Brasil) que se ocupa em tentar entender por que a revolução digital é uma tendência. A ideia principal é que a força que suporta este movimento é uma mudança nos processos de produção subjetiva na contemporaneidade e não uma revolução tecnológica propriamente dita. Procuramos argumentar esta posição contrastando conceitos desenvolvidos por Deleuze e Baudrillard com a teoria do sujeito proposta por Lacan, que relaciona a formação do sujeito com o conceito de gozo, onde a incrível reversibilidade do digital, mesmo que torne irrelevante as formas de significação que moldaram a civilização nos últimos séculos, encontra formas mais consistentes de encontrar prazer no sofrimento.